6 de fevereiro de 2014

HENRIQUE PIZZOLATO É PRESO NA ITÁLIA

A polícia italiana prendeu ontem o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato em Maranello (a 322 km de Roma), no norte da Itália. A prisão do condenado a 12 anos e sete meses de prisão no julgamento do mensalão -considerado foragido da Justiça brasileira desde novembro do ano passado- foi realizada por volta das 11h (7h em Fortaleza). Uma equipe de "carabinieri" (polícia italiana) o localizou e efetuou a prisão. Sua mulher, Andrea Haas, estava presente. Desde dezembro, Pizzolato estava vivendo na casa de um sobrinho na pequena cidade do norte da Itália.
"Havia um mandado de prisão internacional contra ele. Aqui ele estava utilizando um documento falso", disse Carlo Carrozzo, comandante da unidade de investigação dos carabinieri em Modena. Segundo a polícia italiana, ele fugiu pela Argentina em voo para Madri. Depois de desembarcar na Espanha, ele seguiu para a Itália, onde se encontrava refugiado.
Pedido de extradição
Também ontem, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirmou que o país pedirá a extradição de Pizzolato. Formalmente, essa solicitação cabe ao Supremo Tribunal Federal.
Cardozo aproveitou ainda para elogiar a atuação da Polícia Federal na operação e alfinetar os críticos à atuação da PF e do ministério que chefia.
Inviabilidade
Dois ministros do STF se manifestaram ainda ontem sobre a inviabilidade do pedido de extradição de Pizzolato. O ministro Celso de Mello, decano da Corte, chegou a dizer que um eventual pedido seria "inócuo" e "juridicamente inviável" e teve a concordância do ministro Marco Aurélio Mello.
Documentos do irmão
O ex-diretor do Banco do Brasil condenado pelo mensalão, falsificou vários documentos do irmão já morto há 36 anos e enterrado em Concórdia (SC).
Fonte: Diário do Nordeste

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